Décimo Governador-Geral Francês do Canadá, nasceu em Paris em 1622; faleceu em 1690. De la Barre foi nomeado conselheiro do Parlement (Alta Corte) em 1646, mestre de requisições em 1653, e foi Intendente de Paris durante a guerra civil. Depois disso, exerceu sucessivamente outros cargos até se tornar Intendente de Bourbonnais em 1663. Lá formou uma companhia chamada "Compagnie de la France équinoxiale" para colonizar a Guiana, e foi nomeado tenente-general e governador daquela parte da América. Partiu de Rochelle em 1664 com o Marquês de Tracy, que havia sido nomeado vice-rei das possessões francesas na América. Depois de se estabelecer em Caiena, que de Tracy havia tomado dos holandeses, de la Barre retornou à França no outono do mesmo ano, e enquanto lá publicou um relato de sua missão e suas esperanças para o futuro da Guiana, sob o título de "La Description de la France équinoxiale". Logo depois, foi nomeado comandante da Guiana e das Antilhas Francesas. Em 1671 foi feito capitão de um navio de guerra; no mesmo ano publicou o "Journal du voyage du sieur de la Barre en la terre ferme et ile de Cayenne".
Tenth French Governor-General of Canada, b. at Paris in 1622; d. in 1690. De la Barre was made a counsellor of the Parlement (High Court) in 1646, master of requests in 1653, and was Intendant of Paris during the civil war. After this he successively held other offices until he became Intendant of Bourbonnais in 1663. There he formed a company called "Compagnie de la France équinoxiale" to colonize Guiana, and was appointed lieutenant-general and governor of that part of America. He sailed from Rochelle in 1664 with the Marquis de Tracy, who had been appointed viceroy of the French possessions in America. After establishing himself at Cayenne, which de Tracy had taken from the Dutch, de la Barre returned to France in the autumn of the same year, and while there published an account of his mission and his hopes for the future of Guiana, under the title of "La Description de la France équinoxiale". Soon after, he was appointed commander of Guiana and the French Antilles. In 1671 he was made captain of a man-of-war; I the same year he published the "Journal du voyage du sieur de la Barre en la terre ferme et ile de Cayenne".
De la Barre foi nomeado Governador-Geral do Canadá para substituir Frontenac, e chegou a Quebec no início de outubro de 1682. Recebeu instruções sábias e detalhadas para orientá-lo no governo da colônia e foi especialmente instruído a evitar os distúrbios causados pelos comerciantes e impedi-los de práticas fraudulentas. De la Barre já estava velho e era mais animado pelo amor ao dinheiro do que pelo desejo de promover os interesses da colônia. Foi induzido por alguns comerciantes a participar de vários empreendimentos. Em vez de dedicar-se à organização dos assuntos internos da colônia, permitiu que seus conselheiros despachassem uma expedição comercial para a Baía de Hudson e os auxiliou no envio de expedições comerciais clandestinas para Albany, para a região do Mississippi e para o Oeste. Em 1684, sob o pretexto de intimidar os iroqueses, levou um grupo de tropas mal equipadas até o Forte Frontenac, na cabeceira do Lago Ontário. As tropas eram, na realidade, destinadas a serem uma escolta para uma expedição comercial na qual ele estava interessado. A doença eclodiu entre seus soldados, e ele foi obrigado a fazer um tratado vergonhoso com os iroqueses. De la Barre deu aos iroqueses direitos irrestritos na região que se estendia em direção ao país dos índios Illinois, que de la Salle naquele momento estava prestes a conquistar para a França, apesar de todos os obstáculos que o governador colocou em seu caminho. Luís XIV soube da desastrosa expedição ao Forte Frontenac e chamou de la Barre de volta (10 de março de 1685), que, no entanto, não deixou Quebec até a chegada de seu sucessor, o Marquês de Denonville, em outubro de 1685. Em 1687, de la Barre foi novamente nomeado Governador de Caiena e morreu três anos depois.
De la Barre was appointed Governor-General of Canada to replace Frontenac, and reached Quebec early in October, 1682. He received wise and detailed instructions for his guidance in the government of the colony and was especially directed to prevent the disorders caused by the traders and to keep them from fraudulent practices. De la Barre was already old and was animated more by the love of money than by the desire to advance the interests of the colony. He was induced by some of the traders to join in various enterprises. Instead of devoting himself to the organization of the internal affairs of the colony he allowed his advisers to dispatch a trading expedition to Hudson Bay and aided them in sending clandestine trading parties to Albany, to the region of the Mississippi, and the West. In 1684, under pretext of overawing the Iroquois, he took a body of ill-equipped troops as far as Fort Frontenac at the head of Lake Ontario. The troops were in reality intended to be an escort to a trading expedition in which he was interested. Sickness broke out among his soldiers, and he was obliged to make a disgraceful treaty with the Iroquois. De la Barre gave the Iroquois unrestricted rights in the region extending towards the country of the Illinois Indians, which de la Salle at that time was on the point of winning for France in spite all the obstacles that the governor put in his way. Louis XIV heard of the disastrous expedition to Fort Frontenac and recalled de la Barre (10 March, 1685), who did not leave Quebec, however, until the arrival of his successor, the Marquis de Denonville, in October, 1685. In 1687 de la Barre was again appointed Governor of Cayenne and died three years later.
Fontes:
Sources:
- Manuscritos Hozier
- Coleção Moreau Saint-Mery, IV
- Arquivos coloniais da França, Série B, IX, X
- C, VI, VII
- Documentos Coloniais de Nova York, IX
- Parkman, França e Inglaterra na América - Frontenac e a Nova França sob Luís XIV, 72-115.
- Hozier Manuscripts
- Collection Moreau Saint-Mery, IV
- Archives coloniales de France, Series B, IX, X
- C, VI, VII
- New York Colonial Documents, IX
- Parkman, Frontenac and New France under Louis XIV, 72-115.