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Jacques Delille(Jacques Delille)

Abade francês e literato, nascido em Aigueperse, 22 de junho de 1738; faleceu em Paris, 1 de maio de 1813. Recebeu sua educação no Collège de Lisieux em Paris e tornou-se instrutor no Collège de la Marche na mesma cidade. Sua tradução em verso das "Geórgicas" de Virgílio, que apareceu em 1770, teve grande sucesso e eventualmente lhe rendeu um assento na Academia Francesa. Foi posteriormente nomeado para a cadeira de poesia no Collège de France e, através do patrocínio do Conde d'Artois, recebeu como benefício a Abadia de Saint-Severin, mas recebeu apenas ordens menores. Em 1786, acompanhou o Conde de Choiseul a Constantinopla e visitou a Grécia; sua estadia no Oriente, no entanto, não parece ter influenciado muito sua carreira literária. A Revolução Francesa o privou de sua posição e benefício, e em 1794 teve que deixar a França; seu exílio foi passado na Suíça, Alemanha e Inglaterra. Retornou à França em 1802 e novamente ocupou seu lugar na Academia Francesa. Durante alguns anos, Delille foi considerado um grande poeta, com Voltaire, em um certo momento, chegando a chamá-lo de o Virgílio francês; mas ele não desfrutou por muito tempo dessa reputação infundada. Hoje, todos concordam que ele era um versificador maravilhoso, dominando todos os segredos de sua arte, mas também é reconhecido que seus longos poemas descritivos traem uma completa falta de sentimento poético e inspiração. Eles são uma ilustração marcante da diferença entre versificação e poesia. Suas obras mais conhecidas são: "Tradução das geórgicas de Virgílio" (Paris, 1770); "Dithirambe sobre a imortalidade da alma" (Paris, 1793); "A Imaginação" (Paris, 1806); "Os Três Reinos da natureza" (Paris, 1806); "A Conversação" (Paris, 1812).

French abbé and litterateur, born at Aigueperse, 22 June, 1738; died at Paris, 1 May, 1813. He received his education at the Collège de Lisieux in Paris and became an instructor at the Collège de la Marche in the same city. His translation into verse of Virgil's "Georgics", which appeared in 1770, had very great success and eventually won for him a seat in the French Academy. He was afterwards appointed to the chair of poetry in the Collège de France and through the patronage of the Count d' Artois he received as a benefice the Abbey of Saint-Severin, but took only minor orders. In 1786 he accompanied the Count de Choiseul to Constantinople and visited Greece; his stay in the East does not seem, however, to have much influenced his literary career. The French Revolution deprived him of his position and benefice, and in 1794 he had to leave France; his exile was spent in Switzerland, Germany, and England. He returned to France in 1802 and again took his seat in the French Academy. For some years Delille was considered a great poet, Voltaire at one time even going so far as to call him the French Virgil; but he did not enjoy very long this unwarranted reputation. All agree today that he was a wonderful versifier, having at his command all the secrets of his art, but it is also recognized that his long descriptive poems betray a complete lack of poetic feeling and inspiration. They are a striking illustration of the difference between versification and poetry. His best known works are: "Traduction des géorgiquesde Virgile" (Paris, 1770); "Dithyrambe sur l'immortalité de l'âme" (Paris, 1793); "L'Imagination" (Paris, 1806); "Les Trois Règnes de la nature" (Paris, 1806); "La Conversation" (Paris, 1812).


Fontes:

Sources:

  • SAINTE-BEUVE, Retratos Literários (Paris, 1846)
  • LINGAY, Elogio de Delille (Paris 1814)
  • LIANÇON, História da Literatura Francesa (Paris, 1895).
  • SAINTE-BEUVE, Portraits Littéraires (Paris, 1846)
  • LINGAY, Eloge de Delille (Paris 1814)
  • LIANÇON, Histoire de la littérature française (Paris, 1895).