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Nicolas Talon(Nicolas Talon)

Jesuítas francês, historiador e escritor ascético, nasceu em Moulins, em 31 de agosto de 1605; faleceu em Paris, em 29 de março de 1691. Entrando na Companhia de Jesus em 1621, ensinou literatura por vários anos, com notável sucesso. Após sua ordenação, ganhou certa reputação como pregador, foi um trabalhador dedicado nas prisões e hospitais de Paris e serviu como capelão militar com as tropas francesas na Flandres, conquistando a admiração e o amor dos soldados e a amizade duradoura do Príncipe de Condé. Ele assistiu o infame Aime du Poncet durante sua execução dolorosamente prolongada. Graças à bondade de Talon, o terrível fora da lei morreu penitente e resignado. Essa conversão marcante deixou uma impressão profunda. Como escritor, Talon tinha opiniões originais, se não sempre corretas, uma imaginação vívida, um estilo peculiar e relativamente puro e elegante. Além de sua "Oração fúnebre de Luís XIII" (Paris, 1644), uma "Descrição da pompa fúnebre do Príncipe de Condé" (Paris, 1646) e alguns livros de menor importância, Talon escreveu "A vida de São Francisco de Sales" (Paris, 1640), "A vida de São Francisco Borgia" (Paris, 1671), "As pinturas cristãs" (Paris, 1667 segundo Weiss, 1647 segundo Sommervogel) e uma história bíblica, a primeira parte da qual, "História sagrada", foi publicada em Paris em 1640. O propósito do autor era interessar seus leitores na história do Antigo Testamento. O livro se popularizou e foi reimpresso várias vezes, notavelmente em uma bela edição Cramoisy (1665). O Marquês de Winchester fez uma tradução para o inglês em 1653. A "História sagrada" de Talon é deficiente em gosto e julgamento crítico; é um romance, não uma exposição confiável dos fatos. Seus métodos, se não tão questionáveis quanto os de Berruyer em sua "História do povo de Deus", são insensatos. O autor publicou uma sequência, "A história sagrada do Novo Testamento" (Paris, 1669). Essa obra teve pouco sucesso. O retrato de Talon foi gravado por Heer. Sommervogel menciona 300 de suas cartas na coleção d'Aumale em Chantilly.

French Jesuit, historian, and ascetical writer, b. at Moulins, 31 August, 1605; d. at Paris, 29 March, 1691. Entering the Society in 1621, he taught literature for several years, with remarkable success. After his ordination he gained some reputation as a preacher, was a devoted worker in the prisons and hospitals of Paris, and served as army-chaplain with the French troops in Flanders, winning the admiration and love of the men and the life-long friendship of the Prince de Conde. He assisted the notorious Aime du Poncet during his painfully protracted execution. Thanks to Talon's gentleness, the terrible outlaw died penitent and resigned. This striking conversion made a profound impression. As a writer, Talon had original, if not always correct, views, a lively imagination, a quaint and comparatively pure and elegant style. Besides his "Oraison funebre de Louis XIII" (Paris, 1644), a "Description de la pompe funebre du Prince de Conde" (Paris, 1646), and some books of minor importance, Talon wrote "La vie de St. François de Sales" (Paris, 1640), "La vie de St. François Borgia" (Paris, 1671), "Les peintures chretiennes" (Paris, 1667 according to Weiss, 1647 according to Sommervogel), and a Bible history, the first part of which, "Histoire sainte", was published at Paris in 1640. The author's purpose was to interest his readers in the Old Testament story. The book popular and was several times reprinted, notably in a fine Cramoisy edition (1665). The Marquis of Winchester gave an English translation in 1653. Talon's "Historie sainte" is deficient in taste and critical judgment; it is a romance, not a reliable exposition of facts. Its methods, if not as objectionable as Berruyer's in his "Histoire du peuple de Dieu", are unsound. The author published a sequel, "L'histoire sainte du Nouveau Testament" (Paris, 1669). It met with little success. Talon's portrait has been engraved by Heer. Sommervogel mentions 300 of his letters in the d'Aumale collection at Chantilly.


Fontes:

Sources:

  • SOUTHWELL, Bibliotheca scriptorum soc. Jesu (Roma, 1676), 636
  • D'ARTIGNY, Nouveaux mémoires, IV (Paris, 1749), 138-48
  • CAREYON, Une exécution en place de Grève, au XVII siècle (peça inédita) (Poitiers, 1863)
  • DE BACKER, Bibl. des écrivains de la C. de J., 1ª ed., V, 717
  • DE GUILHERMY, Ménologe de la C. de J., Assistance de France (1ª ed., Paris, 1892), 429
  • HURTER, Nomenclator, II, 457
  • SOMMERVOGEL, Bibl. de la C. de J., i, VII, 1821-3
  • LEMOINE-LICHTENBERGER, Trois familiers du Grand Condé, l'abbé Bourdelot, le père Talon, le père Tirier (Paris, 1909).
  • SOUTHWELL, Bibliotheca scriptorum soc. Jesu (Rome, 1676), 636
  • D'ARTIGNY, Nouveaux memoires, IV (Paris, 1749), 138-48
  • CAREYON, Une execution en place de Greve, au XVII siecle (piece inedite) (Poitiers, 1863)
  • DE BACKER, Bibl. des ecrivains de la C. de J., 1st ed., V, 717
  • DE GUILHERMY, Menologe de la C. de J., Assistance de France (1st ed., Paris, 1892), 429
  • HURTER, Nomenclator, II, 457
  • SOMMERVOGEL, Bibl. de la C. de J., i, VII, 1821-3
  • LEMOINE-LICHTENBERGER, Trois familiers du Grand Conde, l'abbe Bourdelot, le pere Talon, le pere Tirier (Paris, 1909).