Uma palavra de origem francesa que nomeia um tecido em que os dois processos de tecelagem e bordado são combinados. A trama não é feita da maneira usual, lançando os fios com uma shuttle, mas é adicionada ao urdume com a ajuda de uma agulha que carrega um fio curto da cor solicitada pelo design. O tecido produzido por este método de trabalho, no qual a riqueza de cor e a exímia gradação de tons são facilmente obtidas, é um mosaico composto por fios tingidos. É utilizado para tapeçarias de parede, revestimentos de piso e móveis. Foi assim empregado pelos antigos egípcios, passando deles através da Ásia Ocidental para a Europa. Aqui, durante o final da Idade Média e o Renascimento, a arte da tapeçaria alcançou um alto estado de perfeição, mais particularmente em Arras, na França, de tal forma que o trabalho de arras passou a ser a designação comum para todos os tipos de tapeçaria, não importando onde fosse feita. Na Inglaterra, antes da Reforma, a confecção de tapeçarias era o ofício especial das casas monásticas; e seu trabalho de arras era muito requisitado para reredoses, frontal de altares, antependium, vestes funerárias, tapetes de santuário, tapeçarias de parede de palácio e coro. Elas não eram apenas elaboradas seguindo linhas puramente ornamentais, mas muitas vezes representavam temas bíblicos, incidentes na vida dos santos, cenas históricas ou ilustradas por símbolos de algum ponto da Fé.
A word of French origin naming a fabric in which the two processes of weaving and embroidering are combined. The woof is not made in the usual way by throwing the threads with a shuttle, but is added to the warp by the aid of a needle carrying a short thread of the colour called for by the design. The fabric produced by this method of work, in which richness of colour and exquisite gradation of tints are easily obtainable, is a mosaic made up of dyed threads. It is used for wall-hangings, floor and furniture coverings. It was so employed by the ancient Egyptians, passing from them through Western Asia to Europe. Here, during the later Middle Ages and the Renaissance the art of the tapiser reached a high state of perfection, more particularly at Arras in France, so much so that arras-work came to be the common designation for all sorts of tapestry, no matter where made. In England, prior to the Reformation, the making of tapestry was the special handicraft of the monastic houses; and their arras-work was in very great demand for reredoses, altar-frontals, antependiums, hearse-cloths, sanctuary carpets, palace wall and choir hangings. They were not only wrought along purely ornamental lines, but more often represented Biblical subjects, incidents in the lives of the saints, historic scenes, or illustrated by symbols some point of Faith.
Mateus Paris registra o fato de que, entre outras ornamentações que, no reinado de Henrique I, o Abade Geofrido havia feito para sua Igreja de São Albano, "havia três tapetes para o altar: o primeiro um grande, trabalhado com o achado do corpo de São Albano; os outros dois representavam as parábolas do homem que caiu entre ladrões e do filho pródigo". Antes desse presente, o Abade Egetrico deu à Abadia de Croyland, algum tempo antes do ano 992, "dois grandes tapetes (tapetes de tapeçaria) tecidos com leões para serem colocados diante do altar-mor nas grandes festas e dois menores, cobertos por flores, para os dias de festa dos Apóstolos". Vários desses primeiros tapeçarias inglesas, em bom estado de preservação, foram salvas do vandalismo dos primeiros reformadores, mas a arte de fazer tapeçaria declinou diante de seu zelo equivocado, de tal forma que, quando foram necessários tapeçarias para decorar as paredes da Câmara dos Lordes, representando a derrota da Armada Espanhola, o pedido teve que ser feito na Flandres. Vários grandes artistas fizeram desenhos para trabalhos em tapeçaria, notavelmente Rafael, que, com a assistência de Francisco Penni e Giovanni da Udine, executou os cartoons coloridos para as tapeçarias de lã, seda e ouro que agora pendem no Vaticano em Roma, as mais belas existentes. Rafael também preparou cartoons para outras tapeçarias; os últimos que ele projetou, doze ao todo, foram feitos para Francisco I da França em 1519. No entanto, ele não viveu para terminar os cartoons; seu aluno, Giulio Romano, completou-os. As tapeçarias feitas a partir deles agora pendem no Vaticano, no apartamento de Pio V.
Matthew Paris records the fact that, among other ornaments which, in the reign of Henry I, Abbot Geoffrey had made for his Church of St. Albans "were three tapestry reredoses: the first a large one wrought with the finding of the body of St. Alban; the other two figured with the parables of the man who fell among thieves and of the prodigal son". Antedating this gift, the Abbot Egetric gave to the Abbey of Croyland, some time before the year 992, "two large foot-clothes (tapestry-carpets) woven with lions to be laid out before the high altar on great festivals and two shorter ones trailed all over with flowers for the feast days of the Apostles". A number of these early English tapestries, in a good state of preservation, were saved from the vandalism of the first Reformers, but the art of, making tapestry declined before their mistaken zeal, so much so that, when tapestries were wanted to decorate the walls of the House of Lords, representing the defeat of the Spanish Armada, the order had to be placed in Flanders. A number of great artists have made designs for tapestry work, notably Raphael, who, with the assistance of Francisco Penni and Giovanni da Udine, executed the coloured cartoons for the tapestries of wool, silk, and gold that now hang in the Vatican at Rome, the most beautiful in existence. Raphael also prepared cartoons for other tapestries; the last he designed, twelve in number, were made for Francis I of France in 1519. He did not, however, live to finish the cartoons; his pupil, Giulio Romano, completed them. The tapestries made from them now hang in the Vatican, in the apartment of Pius V.
Fontes:
Sources:
- DE CRAMPEAUX, Tapeçaria (Londres, 1878)
- COLE, Tapeçaria e Bordado (Londres, 1888)
- GUIFFREY, História da tapeçaria, desde o meio idade até os nossos dias (Tours, 1886)
- THOMSON, Uma História da Tapeçaria desde os Tempos mais Antigos até os Dias Presentes (Londres, 1906)
- GENTILI, Arazzi antichi e moderni (Roma, 1897)
- HAUSER Y MENET, Tapeçarias da Coroa da Espanha (Madri, 1903)
- GETZ, Um Breve Esboço Histórico sobre Tapeçaria e Bordado (Nova Iorque, 1895)
- RONCHAUD, A Tapeçaria na Antiguidade (Paris, 1884)
- MÜNTZ, A Tapeçaria (Paris, 1882), tr. DAVIS, Uma Breve História da Tapeçaria (Londres, 1886).
- DE CRAMPEAUX, Tapestry (London, 1878)
- COLE, Tapestry and Embroidery (London, 1888)
- GUIFFREY, Histoire de la tapisserie, depuis le moyen âge jusqu'à nos jours (Tours, 1886)
- THOMSON, A History of Tapestry from the Earliest Times until the Present Day (London. 1906)
- GENTILI, Arazzi antichi e moderni (Rome, 1897)
- HAUSER Y MENET, Tapices de la Corona de España (Madrid, 1903)
- GETZ, A Short Historical Sketch on Tapestry and Embroidery (New York, 1895)
- RONCHAUD, La tapisserie dans l'antiquité (Paris, 1884)
- MÜNTZ, La tapisserie (Paris, 1882), tr. DAVIS, A Short History of Tapestry (London, 1886).