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Tiago de Brescia(James of Brescia)

Teólogo do século XV. Entrou na Ordem Dominicana em Brescia, sua cidade natal, e em 1450 foi nomeado para o cargo de inquisidor. Ajudou o auditor papal, Bernardo da Bosco, a pôr fim ao ensino de doutrinas ímpias em Bérgamo. Também participou ativamente da controvérsia entre os dominicanos e os franciscanos a respeito do Sangue Precioso. Durante a Semana Santa de 1462, São Tiago das Marcas, um célebre pregador franciscano, sustentou em um sermão em Brescia que o Sangue separado do Corpo de Cristo durante Sua Paixão estava, portanto, separado de Sua Divindade e, consequentemente, não era digno de adoração enquanto Cristo permanecesse no sepulcro. Como esta doutrina havia sido proscrita por Clemente VI em 1351, Tiago de Brescia citou Tiago das Marcas a comparecer perante seu tribunal caso não se retratasse. Uma disputa surgiu imediatamente entre os dominicanos e os frades menores. Pouco antes, em uma Bula escrita em Tivoli, Pio II declarara que não era contrário à Fé Cristã sustentar que Cristo não reassumiu uma parte do Sangue que derramou em Sua Paixão. Esta declaração restringiu a controvérsia à questão: Se o Sangue que Cristo derramou em Sua Paixão e reassumiu em Sua Ressurreição era adorável como o Sangue do Filho de Deus durante os três dias em que esteve separado de Seu Corpo. A afirmativa foi sustentada pelos dominicanos, a negativa pelos franciscanos. O papa ordenou que uma disputação solene fosse realizada diante do tribunal pontifício no Natal de 1462 (1463, segundo muitos). Tiago de Brescia foi um dos três teólogos que representaram os dominicanos. Entre os campeões franciscanos estava Francesco della Rovere, que mais tarde se tornaria o Papa Sisto IV. Após um debate de três dias, uma consulta foi realizada pelo papa e pelos cardeais, mas nenhuma decisão definitiva foi pronunciada. Em uma Constituição datada de 1º de agosto de 1464, duas semanas antes de sua morte, Pio proibiu toda e qualquer disputação sobre o assunto. Uma apresentação completa do lado dominicano dessa controvérsia é preservada em um tratado inédito escrito por Tiago de Brescia e seus dois colegas. Outras obras teológicas atribuídas a Tiago não existem mais.

Theologian of the fifteenth century. He entered the Dominican Order at Brescia, his native city, and in 1450 was appointed to the office of inquisitor. He aided the papal auditor, Bernardo da Bosco, in putting an end to the teaching of impious doctrines at Bergamo. He also took a prominent part in the controversy between the Dominicians and the Minorites with regard to the Precious Blood. During Easter Week, 1462, St. James of the Marches, a celebrated Minorite preacher, maintained in a sermon at Brescia that the Blood separated from the Body of Christ during His Passion was thereby separated from His Divinity, and consequently was not entitled to adoration during the time that Christ remained in the sepulchre. As this doctrine had been proscribed by Clement VI in 1351, James of Brescia cited James of the Marches to appear before his tribunal in case he should not retract. A dispute at once arose between the Dominicans and Friars Minor. Shortly before, in a Bull written at Tivoli, Pius II had declared that it was not contrary to Christian Faith to hold that Christ did not reassume a part of the Blood he shed in His Passion. This declaration narrowed down the controversy to the question: Whether the Blood which Christ shed in His Passion and reassumed at His Resurrection was adorable as the Blood of the Son of God during the three days that it was separated from His Body. The affirmative was maintained by the Dominicans, the negative by the Minorites. The pope ordered a solemn disputation to be held before the pontifical court at Christmas, 1462 (1463, according to many). James of Brescia was one of three theologians who represented the Dominicians. Among the Minorite champions was Francesco della Rovere, later Pope Sixtus IV. After a debate of three days, a consultation was held by the pope and the cardinals, but no definitive decision was pronounced. In a Constitution dated 1 August, 1464, two weeks before his death, Pius forbade all further disputation on the subject. A full presentation of the Dominican side of this controversy is preserved in an unpublished treatise written by James of Brescia and his two colleagues. Other theological works attributed to James are no longer extant.