Pietro Ottoboni, nascido em Veneza, em abril de 1610; eleito em 5 de outubro de 1689; morreu em Roma, em 1º de fevereiro de 1691. Era filho de Marco Ottoboni, chanceler da República de Veneza, e descendente de uma nobre família daquela cidade. O futuro papa desfrutou de tudo o que a riqueza e a posição social poderiam contribuir para uma educação perfeita. Seus primeiros estudos foram realizados com notável brilho na Universidade de Pádua, onde, em 1627, obteve o doutorado em direito canônico e civil. Foi para Roma, durante o pontificado de Urbano VIII (1623-44), e foi nomeado governador de Terni, Rieti e Spoleto. Durante catorze anos serviu como auditor da Rota. A pedido da República, este filho favorecido foi feito cardeal por Inocêncio X (19 de fevereiro de 1652), e posteriormente recebeu o Bispado de Bréscia, em território veneziano, onde passou tranquilamente os melhores anos de sua meia-idade. Clemente IX nomeou-o Cardinal-datário. Já era octogenário quando foi eleito para o papado, e viveu apenas dezesseis meses, durante os quais pouco foi feito de importante. Luís XIV da França, cuja situação política agora era crítica, aproveitou as disposições pacíficas do novo Papa, devolveu-lhe Avignon e renunciou ao direito de asilo há muito tempo abusado para a Embaixada Francesa. (Ver ALEXANDRE VII.) Mas o espírito conciliador do rei não dissuadiu o resoluto Papa de declarar (4 de agosto de 1690) que a Declaração das Liberdades Galicanas, elaborada em 1682, era nula e inválida. Auxiliou sua Veneza natal com generosos subsídios na guerra contra os turcos, e comprou para a biblioteca do Vaticano os livros e manuscritos pertencentes à rainha Cristina da Suécia. Condenou a doutrina de uma série de proposições variadamente errôneas, entre elas (24 de agosto de 1690) a doutrina do "pecado filosófico" (ver PECADO); cf. Denzinger, "Enchiridion Symb. et Defin." (9ª ed., Friburgo, 1900), 274-278; e Vacant "Dict. de théol. cath." (Paris, 1903), I, 748-763. Alexandre era um homem íntegro, generoso, amante da paz e indulgente. Por compaixão pelos pobres da quase empobrecida Itália, procurou socorrê-los reduzindo os impostos. Mas essa mesma natureza generosa levou-o a conceder aos seus parentes as riquezas que eles ansiavam acumular; em seu benefício, e para descredito de seu pontificado, reviveu cargos sinecuras que haviam sido suprimidos por seu predecessor.
Pietro Ottoboni, born at Venice, April, 1610; elected 5 October, 1689; died at Rome, 1 February, 1691. He was the son of Marco Ottoboni, chancellor of the Republic of Venice, and a descendant of a noble family of that city. The future pope enjoyed ail that wealth and social position could contribute towards a perfect education. His early studies were made with marked brilliancy at the University of Padua, where, in 1627, he secured the doctorate in canon and civil law. He went to Rome, during the pontificate of Urban VIII (1623-44), and was made governor of Terni, Rieti, and Spoleto. For fourteen years he served as auditor of the Rota. At the request of the Republic this favoured son was made Cardinal by Innocent X (19 February, 1652), and was later given the Bishopric of Brescia, in Venetian territory? where he quietly spent the best years of middle life. Clement IX made him Cardinal-Datary. He was already an octogenarian when elected to the papacy, and lived but sixteen months, during which time little of importance was done. Louis XIV of France whose political situation was now critical, profited by the peaceful dispositions of the new Pope, restored to him Avignon, and renounced the long-abused right of asylum for the French Embassy. (See ALEXANDER VII.) But the king's conciliatory spirit did not dissuade the resolute Pope from declaring (4 August, 1690) that the Declaration of Gallican Liberties, drawn up in 1682, was null and invalid. He assisted his native Venice by generous subsidies in the war against the Turks, and he purchased for the Vatican library the books and manuscripts owned by Queen Christina of Sweden. He condemned the doctrine of a number of variously erroneous propositions, among them (24 August, 1690) the doctrine of "philosophical sin" (see SIN); cf. Denzinger, "Enchiridion Symb. et Defin." (9th ed., Freiburg, 1900), 274-278; and Vacant "Dict. de théol. cath." (Paris, 1903), I, 748-763. Alexander was an upright man, generous, peace-loving, and indulgent. Out of compassion for the poor of well-nigh impoverished Italy, he sought to succour them by reducing the taxes. But this same generous nature led him to bestow on his relations the riches they were eager to accumulate; in their behalf, and to the discredit of his pontificate, he revived sinecure offices which had been suppressed by his predecessor.