Missionário, nascido em Limoges, França, em 14 de agosto de 1727; morreu em Pequim, China, em 8 de agosto de 1780. Entrou na Sociedade de Jesus em 7 de novembro de 1743 e ensinou humanidades com muito sucesso. Foi enviado à China a seu próprio pedido em 7 de março de 1758, e chegou a Macau em 25 de julho de 1759, de onde alcançou Pequim em 6 de junho de 1760, juntando-se aos jesuítas que estavam retidos na corte do imperador. Cibot, durante seus muitos anos de trabalho missionário na China, também encontrou tempo para se dedicar a estudos históricos e científicos. Muitas de suas notas e observações sobre a história e a literatura dos chineses foram publicadas nos "Mémoires concernant l'histoire, les sciences les arts, les moeurs, les usages, etc., des Chinois: par les missionaires de Pékin" (Paris, 1776-89, 16 vols.). Esses volumes foram na época a principal fonte de informações na Europa sobre a China e seu povo. A obra mais extensa de Cibot, seu "Essai sur l'antiquité des Chinois", apareceu no primeiro volume dos "Mémoires". Nela, ele reivindica Yaou (2356 a.C.) como o fundador do Império Chinês. Essa opinião, no entanto, não foi compartilhada por outros escritores contemporâneos; no segundo volume dos "Mémoires", seu colega, o Padre Amiot, em sua "L'antiquité des Chinois prouvée par les monuments", defendeu a cronologia tradicional chinesa. Cibot também instituiu uma comparação entre os judeus e os chineses em relação a um comentário sobre o Livro de Ester (Mémoires, vols. XIV-XVI). Ele coletou um herbário de algum valor e parece ter se interessado particularmente pela botânica, embora tenha contribuído com vários artigos sobre diversos tópicos em ciências naturais para os "Mémoires", por exemplo, "Notices de quelques plantes arbrisseaux de la Chine" (vol. III), "Observations sur les plantes, les fleurs, et les arbres de Chine qu'il est possible et utile de se procurer en France"; "Notice sur le borax"; "Mémoire sur les chevaux" (vol. XI); "Notice sur l'hirondelle, sur le cerf et sur la cigale" (vol. XII), etc. A modéstia de Cibot impediu-o de assinar muitos de seus ensaios. Seu estilo era um tanto difuso, e seus escritos adquiriram valor principalmente pela variedade de tópicos tratados e pelas informações interessantes que continham.
Missionary, born at Limoges, France, 14 August, 1727; died at Peking, China, 8 August, 1780. He entered the Society of Jesus 7 November, 1743, and taught humanities with much success. He was sent to China at his own request 7 March, 1758, and arrived at Macao 25 July, 1759, whence he reached Peking 6 June, 1760, joining the Jesuits who were retained at the court of the emperor. Cibot during his many years of missionary labour in China found time also to devote to historical and scientific studies. Many of his notes and observations on the history and literature of the Chinese were published in the "Mémoires concernant l'histoire, les sciences les arts, les moeurs, les usages, etc., des Chinois: par les missionaires de Pékin" (Paris, 1776-89, 16 vols.). These volumes were at the time the chief source of information in Europe regarding China and its people. Cibot's most lengthy work, his "Essai sur l'antiquité des Chinois", appeared in the first volume of the "Mémoires". In it he claims Yaou (2356 B.C.) as the founder of the Chinese Empire. This view was not held, however, by other contemporary writers in the second volume of the "Mémoires" his colleague, Father Amiot, in his "L'antiquité des Chinois prouvée par les monuments", defended the traditional Chinese chronology. Cibot also instituted a comparison between the Jews and the Chinese in connection with a commentary on the Book of Esther (Mémoires, vols. XIV-XVI). He collected a herbarium of some value and seems to have been particularly interested in botany, though he contributed a number of articles on various topics in natural science to the "Mémoires", e.g. "Notices de quelques plantes arbrisseaux de la Chine" (vol. III), "Observations sur les plantes, les fleurs, et les arbres de Chine qu'il est possibget utile de se procurer en France"; "Notice sur le borax"; "Mémoire sur les chevaux" (vol. XI); "Notice sur l'hirondelle, sur le cerf et sur la cigale" (vol. XII), etc. Cibot's modesty prevented him from signing many of his essays. His style was somewhat diffuse, and his writings received their value chiefly from the variety of topics treated and the interesting information which they contained.