Voltar para Enciclopédia

Juan Martínez Montañés(Juan Martínez Montañés)

Um notável escultor espanhol do século XVII, falecido em 1649, às vezes chamado de "o Fídias sevillano". Como muitos de seus compatriotas, ele se dedicou quase exclusivamente à escultura em madeira. Segundo Palomino, ele nasceu em Sevilha; de acordo com Gordillo, seu contemporâneo, em Alcalá la Real. Estudou sob a tutela de Pablo de Rojas em Granada; e mais tarde se estabeleceu em Sevilha, onde a maioria de suas obras pode ser encontrada. Uma das mais antigas é um encantador Menino Jesus (sacristia da catedral, Sevilha) datado de 1607 e com a assinatura do escultor. Em 1610, ele modelou a cabeça e as mãos da estátua de Santo Inácio de Loyola — utilizada nas celebrações religiosas da beatificação do santo (capela da universidade, Sevilha). Esta imagem, vestida e colorida por Pacheco, é considerada uma das representações mais fiéis e estéticas já feitas do santo soldado. O São Francisco Xavier no mesmo local é atribuído a Montañés. Em 1612, ele executou para o mosteiro hieronimitas de S. Isidro del Campo, perto de Sevilha, o São Jerônimo penitente em tamanho natural, uma de suas produções mais primorosas, e o retábulo e estátuas para o altar; em 1614, o famoso grande crucifixo para os cartuxos de S. María de las Cuevas; de 1617 a 1618, dois retábulos no coro laico do mesmo mosteiro, com estátuas de Nossa Senhora, os dois São João, figuras representando as virtudes teológicas, e belíssimos relevos da Adoração dos Magos e dos Pastores; o expressivo São Bruno, agora no museu, foi feito para os cartuxos em 1620. Em 1635, o escultor foi a Madri e passou sete meses lá modelando um retrato de Filipe IV, que seria usado por Pietro Tacca para sua estátua equestre do rei, finalizada em Florença, 1640, e agora em Madri (Praça do Oriente). A semelhança de Montañés por Velázquez (Galeria do Prado) foi provavelmente pintada nessa época. Como recompensa por seus serviços, o rei concedeu a Montañés os direitos sobre um navio mercante "seja na frota do Continente ou da Nova Espanha" (América). Esta promessa foi cumprida para a viúva e filhos do escultor após sua morte em 1649. Outras obras em Sevilha incluem o São Domingos de tamanho heroico no museu, proveniente do convento de Portaceli; um belo São João Evangelista na igreja de San Juan de las Palmas; o altar-mor da igreja de San Lorenzo e uma estátua do santo padroeiro; e, na catedral (Sevilha), uma muito fina Imaculada Conceição em tamanho natural, um grande crucifixo na Sacristia dos Cálices; e aquele renomado "Cristo carregando a Cruz" levado nas procissões da Semana Santa, tão vívido e triste, que o escultor se posicionava nas esquinas das ruas para vê-lo passar, "absorvido e admirado com a obra de suas próprias mãos". Montañés é notado pela majestade e caráter religioso de seus tipos, seu profundo senso de beleza e seu modelado elegante e correto. Suas formas infantis, de menino e querubim, são particularmente felizes. Ele não consentia que nenhuma de suas figuras fosse tingida, exceto sob sua própria supervisão.

A noted Spanish sculptor of the seventeenth century, died 1649, sometimes called "the Sevillian Phidias". Like many of his countrymen, he confined himself almost exclusively to sculpture in wood. According to Palomino, he was born at Seville; according to Gordillo, his contemporary, at Alcalá la Real. He studied under Pablo de Rojas at Granada; and later settled at Seville where most of his works are to be found. One of the earliest is a charming Infant Jesus (cathedral sacristy, Seville) bearing the date 1607 and the sculptor's signature. In 1610 he modelled the head and hands of the statue of St. Ignatius Loyola — used in the religious celebrations of the beatification of the saint (chapel of the university, Seville). This image, clothed and coloured by Pacheco, is esteemed one of the truest and most æsthetic representations ever made of the soldier saint. The St. Francis Xavier in the same place is attributed to Montañés. In 1612 he executed for the Hieronymite monastery of S. Isidro del Campo, near Seville, the life-size penitent St. Jerome, one of his most masterly productions, and the reredos and statues for the altar; in 1614 the famous large crucifix for the Carthusians of S. María de las Cuevas; 1617 to 1618 two reredos in the lay choir of the same monastery, with statues of Our Lady, the two St. Johns, figures representing the theological virtues, and lovely reliefs of the Adoration of the Magi and Shepherds; the expressive St. Bruno, now in the museum, was made for the Carthusians in 1620. In 1635 the sculptor went to Madrid and spent seven months there modelling a portrait of Philip IV, which was to be used by Pietro Tacca for his equestrian statue of the king, finished in Florence, 1640, and now in Madrid (Plaza del Oriente). The likeness of Montañés by Velasquez (Prado Gallery), was probably painted at this time. As a reward for his services the king granted Montañés the rights in a merchant ship "whether in the fleet of the Continent or of New Spain" (America). This promise was fulfilled to the sculptor's widow and children after his death in 1649. Other works at Seville are the St. Dominic of heroic size in the museum, from the convent of Portaceli; a beautiful St. John Evangelist in the church of San Juan de las Palmas; the high altar of the church of San Lorenzo and a statue of the patron saint; and, at the cathedral (Seville), a very fine life-size Immaculate Conception, a large crucifix in the Sacristy of the Chalices; and that renowned "Christ bearing the Cross" carried in Holy Week processions, so vivid and sorrowful, the sculptor would station himself at the corners of streets to see it pass, "absorbed and wondering at the work of his own hands". Montañés is noted for the majesty and religious character of his types, his profound sense of beauty, and his elegant and correct modelling. His child forms, infant and cherub, are peculiarly happy. He would not consent that any of his figures should be tinted except under his own supervision.


Fontes:

Sources:

  • PALOMINO Y VELASCO, Vidas de los Pintores y Estatuarios eminentes Españoles (Londres, 1742)
  • CEÁN-BERMÚDEZ, Diccionario histórico de los más ilustres profesores de las Bellas artes en Espanha (Madri, 1800)
  • MONTANER Y SIMÓN, Diccionario Enciclopédico Hispano-Americano, XII (Barcelona, 1893)
  • STIRLING-MAXWELL, Annals of the Artists of Spain (Londres, 1891)
  • DIEULAFOY, La Statuaire polychrome en Espagne (Paris, 1908).
  • PALOMINO Y VELASCO, Vidas de los Pintores y Estatuarios eminentes Españoles (London, 1742)
  • CEÁN-BERMÚDEZ, Diccionario histórico de los más ilustres profesores de las Bellas artes en España (Madrid, 1800)
  • MONTANER Y SIMÓN, Diccionario Enciclopédico Hispano-Americano, XII (Barcelona, 1893)
  • STIRLING-MAXWELL, Annals of the Artists of Spain (London, 1891
  • DIEULAFOY, La Statuaire polychrome en Espagne (Paris, 1908).